O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, realizaram nesta quinta-feira um encontro bilateral à margem do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, na tentativa de intensificar negociações para o fim da guerra entre a Ucrânia e a Rússia.
A reunião, que aconteceu de forma reservada e durou cerca de uma hora, foi descrita por ambos os líderes como “positiva” e “boa”, ainda que sem anúncios de acordos imediatos. Trump destacou publicamente, após o encontro, que “a guerra tem que acabar” e que espera que um desfecho das negociações seja alcançado.
Ao se dirigir à imprensa, Trump evitou revelar detalhes substantivos dos diálogos, afirmando que ainda há um “longo caminho a percorrer”, apesar da cooperação entre os Estados Unidos e a Ucrânia. Zelensky, por sua vez, qualificou o diálogo como construtivo e ressaltou que o processo diplomático continua em andamento.
Contexto das negociações e próximos passos
O encontro em Davos acontece em meio a um esforço diplomático mais amplo liderado pelos EUA para promover uma solução negociada ao conflito de quase quatro anos, que tem provocado milhares de mortes. Segundo assessores envolvidos nas conversas, os líderes estariam trabalhando em documentos que podem pavimentar um acordo de paz — embora não haja confirmação de textos finais a serem assinados no fórum suíço.
Logo após o encontro, Zelensky anunciou a intenção de realizar uma reunião trilateral entre os Estados Unidos, a Ucrânia e a Rússia, prevista para ocorrer entre sexta-feira (23) e sábado (24) nos Emirados Árabes Unidos, como parte do próximo capítulo dessas negociações.
Além disso, enviados norte-americanos que trabalham na mediação devem se reunir ainda hoje com o presidente russo Vladimir Putin em Moscou, segundo relatos de diplomatas presentes à agenda internacional.
Impacto e desafios
O conflito continua sendo um dos mais graves da Europa, com intensos combates e um elevado número de vítimas. A Ucrânia enfrenta ataques regulares, especialmente no inverno rigoroso, enquanto a diplomacia trabalha para superar profundas divergências sobre termos de paz e garantias de segurança.
Embora o encontro de Davos não tenha produzido um acordo concreto, ele representa um reforço das tentativas dos líderes ocidentais de coordenar esforços para pressionar por um cessar-fogo duradouro, ao mesmo tempo em que lidam com as complexas relações entre Moscou, Kyiv e Washington.
















