O fim de ano de 2025 entrou para a história de Campo Novo do Parecis de forma negativa. Moradores e comerciantes apontam que este foi o pior Natal e Ano Novo já vividos pela cidade, resultado direto da condução administrativa do prefeito Edilson Piaia (PL), marcada por abandono urbano, aumento de impostos e prioridades questionáveis.
Em diversos bairros, o cenário foi de ruas esburacadas, dificultando o tráfego e colocando em risco motoristas e pedestres. Somam-se a isso canteiros centrais tomados por mato e grama alta, transmitindo sensação de descuido e falta de planejamento, justamente em um período em que a cidade tradicionalmente recebe visitantes e registra maior circulação no comércio.
Enquanto a população convive com problemas básicos de infraestrutura, a gestão municipal editou decreto que aumenta o IPTU, medida que, segundo críticos, pesa diretamente no bolso do contribuinte. O reajuste gerou revolta, especialmente porque não veio acompanhado de melhorias visíveis nos serviços públicos.
Entre as promessas de campanha, apenas uma foi efetivamente cumprida: a criação da Secretaria de Turismo. No entanto, a iniciativa também virou alvo de críticas. Para comandar a pasta, foi nomeado Cláudio Roberto Rodrigues (Maestros). Para muitos moradores, a criação da secretaria, neste momento, representa aumento de gastos e não responde às necessidades mais urgentes da cidade, como saúde, infraestrutura e educação.
A avaliação predominante é que a gestão optou por ampliar a estrutura administrativa em vez de enxugar despesas e investir no que realmente impacta a vida da população. O resultado foi um fim de ano sem clima festivo, com a cidade visivelmente abandonada e a confiança do cidadão abalada.
Diante desse cenário, cresce o sentimento de frustração e a cobrança por uma mudança de postura. Para os campo-novenses, o recado é claro: antes de criar novas secretarias e aumentar impostos, é preciso cuidar do básico e respeitar quem mantém a máquina pública funcionando — o contribuinte.

 

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